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A Arquitetura do Universo

Minha mãe sempre me disse "Temos hora pra tudo, menina". Se ela soubesse como me irritava com essa frase não a teria repetido tantas vezes. Mas aí a gente cresce, vira gente grande e comprova: de fato, cada coisa tem o seu tempo.

O que a minha mãe não me dizia é que tinha lugar também. Acredito que na cabeça dela até tivesse essa idéia, mas não cabia no ditado. Então quer dizer que as coisas têm hora e lugar? Sim, respondem os anjos, os auxiliares dessa arquitetura maravilhosa que é o Universo.

Nos filmes isso fica bem claro. Com o tempo, vão se juntando as informações e a história, o enredo se fecha. O amor entre os protagonistas, o assassinato de alguém, o assassino e, no final, alguém acaba contando a parte da história que ninguém viu chorando com uma arma na mão, no momento mais dramático. Ali as coisas se esclarecem de uma maneira aterradora. Tudo fica claro e o telespectador fica sentado na poltrona se perguntando: como é que eu não vi isso antes?

É, assistir de fora é fácil. O difícil é entender o enredo da história enquanto ela acontece. E com isso, como cometemos injustiças. Juramos coisas, julgamos pessoas e situações mesmo sabendo só uma parte, uma ínfima parte da história que, às vezes, não tem nada a ver com o final feliz ou infeliz. Fazemos isso do alto da nossa onipotência infantil. Lembra de quando você tinha três ou quatro anos e jurava que só existia você no mundo e que, logicamente, essa era A Verdade? Você via tudo de baixo e ainda assim se jogava no chão do supermercado querendo um brinquedo que a sua mãe não poderia nunca te comprar. Pois é, carregamos essa onipotência pela vida afora. Julgamos com uma facilidade incrível. Carregamos um juiz inquisitor dentro de nossas mentes o tempo todo.

Isso é um perigo! Um perigo para nós e para as pessoas que nos cercam. Um perigo até para a nossa evolução.

Mas, todos cometem erros. E como cometemos! Estamos aqui, nesse mundo de treino, exatamente para isso. E, um dia, percebemos que o Universo é como um grande projeto arquitetônico cada pedaço com a sua função, e cada função sendo necessária para o próximo passo. E quando nos damos conta disso é lindo. É como se um grande quebra-cabeça se fechasse e renovasse a nossa fé no Humano e no Divino.

Assim, antes de fazer o seu próximo julgamento, apenas abra a sua mente. Pense nas possibilidades infinitas que as coisas apresentam. Não é porque uma coisa aconteceu assim em uma ocasião que deverá acontecer sempre. O Universo tem sempre uma carta na manga que, definitivamente, nós não conhecemos. E essa ignorância, essa doce ignorância, é o que nos faz crescer como pessoas. Apenas olhe em volta e pense que isso deve ter uma explicação que talvez você nem possa ter acesso. Confiança de que tudo está sempre certo é a chave para a nossa evolução. E tudo está sempre certo! Pode confiar.

 

 

Andrea Teixeira

Terapeuta holística, taróloga e publicitária. Atende em tarô e terapia holística com florais, reike e psicoterapia.

Agende seu horário por (11)8132-7126 e (11)6839-3412 ou peça seu mapa numerológico ou consulta de tarô através de andreateixeira@terapiaholistica.com.Atendimento pessoal em São Paulo (Vila Formosa, Tatuapé e Metrô Praça da Árvore)

 

* Os créditos acima sempre devem acompanhar o texto *

 

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A U T O R I Z A Ç Ã O D E P U B L I C A Ç Ã O

 

O texto acima pode ser publicado gratuitamente como colaboração para

seu site, revista, jornal, ou e-zine, desde que o conteúdo seja mantido na íntegra, inclusive, os créditos do autor, que permanece com todos os direitos autorais.


Posted: 12:16, 10/7/2007
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Autocontrole

Vivemos a geração controle. Controle remoto, controle emocional, controle internacional, tudo parece rodar as voltas com o controle. Quem tem o controle, tem o poder. É isso mesmo, controle virou sinônimo de poder. Mas será que realmente uma coisa tem a ver com a outra?
 
Domínio e controle
 
Há séculos vemos histórias de controle e de poder. De pais controlando filhos, de patrões controlando empregados, de governos controlando as suas nações. Sempre o controle de um sobre o outro. A palavra controle é um termo francês que quer dizer “verificar, fiscalizar, dominar”. Dominar. E quem não quer ter o domínio?
Ter o domínio, ter o poder parece ser a grande pedida. Se eu tiver o poder terei tudo a meu favor. Todos os meus desejos serão realizados, da maneira que eu quiser. Parece um pensamento binário (como as fórmulas usadas no computador 0 e 1) ou melhor dizendo, bastante simplista. Em algum momento da nossa história aprendemos que quando temos o “controle” sobre tudo somos felizes. Quer dizer, deve ser isso o que quer dizer já que o único mote do ser humano é a busca do prazer, da felicidade. E quem disse isso foi o Freud, não sou eu quem está dizendo.
 
Controle das emoções
 
Ok, então ter o controle sobre os outros é legal. Mas sabemos, mesmo que intuitivamente, que só teremos o controle externo quando tivermos o controle interno. Que general do exército que não tenha um controle emocional muito grande conseguiria vencer uma guerra? Que chefe de estado sem controle mental conseguiria controlar ministros, deputados e toda gama de gente interessados na mesma coisa que ele? Então, precisam ter controle para manter o poder. O ser humano é movido a emoções fortíssimas e muitas vezes destrutivas. Nós não teríamos o mecanismo do controle se ele não servisse para nada, afinal de contas é sim preciso de controle emocional, sobre aquilo que nos pega de jeito, que nos faz perder as estribeiras. E não são os acontecimentos que temos que controlar, mas sim o que faremos com aquilo. Se eu sentir raiva de alguém eu tenho que desenvolver o controle para não fazer o que o meu desejo realmente queria, que é matar a pessoa, muitas vezes literalmente. Isso porque sabemos que nossas emoções são cegas e costumam nos causar mais problemas do que soluções. Mas elas existem e precisamos lidar com elas, aprendendo a cada dia, como cada uma funciona.
 
Excesso de controle
 
Porém, em alguns casos, as coisas podem se perder. Ao invés de mantermos somente o controle das emoções que nos fazem mal, que nos dramatizam, passamos a querer controlar tudo e todos, e todas as variáveis possíveis. Autocontrole é ter o controle das emoções e não dos sentimentos e todo mundo confundi isso.
Só para constar emoção é raiva, ódio.
Sentimento é amor, paz, felicidade, inveja....
Queremos, muitas vezes, ter o poder para disfarçar o nosso medo. Queremos ter o controle para não sentir mais medo. Medo de que as coisas caminhem por um lugar que não conhecemos ou que não queremos. Medo de que as nossas necessidades não sejam atendidas, satisfeitas. Mas é impossível não sentir medo porque somos humanos. Não deixamos a vida fluir naturalmente, como se realmente fôssemos os únicos responsáveis por ela. Como se não existisse nenhuma outra força que faz com que as coisas simplesmente aconteçam.
O excesso de controle, como tudo que é demais, é que é prejudicial. Existe um limite tênue entre o controle dos nossos pensamentos obsessivos, e nossas emoções desenfreadas e o tipo de controle que nos faz achar que temos o poder absoluto sobre nós e sobre os outros.
 
Deixando a vida fluir
 
De qualquer maneira, a vida sempre ganha. Controlando ou não as coisa ninguém tem o poder de controlar todos os acontecimentos e, principalmente, os sentimentos. Muitas vezes sentimos raiva de nós por estar sentindo algo que não queríamos. Como quando nos apaixonamos por aquele cara que não nos dá a mínima, ou quando sentimos inveja daquela menina que é nossa amiga. E aí, as coisas se confundem e muito. Imagine você tentando controlar as duas coisas: a emoção da raiva e o sentimento! É para ficar maluco mesmo. A melhor coisa, nesse caso, é deixar os sentimentos fluírem como devem ser. Pode ser que ainda sintamos inveja, amor, carinho ou qualquer outra coisa por quem não merece. Mas, novamente, somos humanos e temos o direito divino de sentir as coisas, mesmo que elas não façam parte do nosso desejo de ego. O ego e a alma, aqui, se confundem demais. O sentimento é algo que vem da alma. Simplesmente sentimos. Quem tenta controlá-lo é o ego, que acha melhor assim ou assado de acordo com as suas crenças. É como um homem casado que se apaixona por outra mulher, mas “controla” os sentimentos em detrimento da moral e dos bons costumes. Acabamos por um motivo ou outro, e geralmente muito forte, justificando que não podemos sentir aquilo e, de fato, achamos que não sentimos mais.
 
Sentimentos recalcados
 
O problema é que esses sentimentos, que não nos permitimos sentir, vão para algum lugar. Eles não somem simplesmente, evaporam. Elas viram alguma coisa dentro da gente, o que chamamos de recalque. Como não podemos sentir aquilo, fazemos de conta que não existe. Um dia, esse recalque pode voltar em forma de uma doença emocional ou física ou na forma de acontecimento que o Universo manda para nos avisar de que tem coisas guardadas, escondidas e que querem sempre voltar a tona. E como num lago profundo, quando alguém joga uma pedrinha, ele se mexe inteiro, querendo reavivar a memória. O não deixar as coisas fluírem e acontecerem também é uma maneira de tentar controlar o futuro e fazer com que tudo ande somente para onde nós queremos, como se fôssemos sábios e evoluídos o suficiente para saber tudo o que nós faz bem ou mal. A vida sempre sabe mais e sempre nos manda por caminhos que ela sabe que vão fazer a gente crescer e evoluir.
 
É preciso confiar
 
Temos sim, o poder de mudar o futuro, de mudar aquilo que não está bem para a gente, mas com certeza, a vida vai saber nos mandar as situações que realmente precisamos para crescer.
Usar o controle, o autocontrole, não é ruim, desde que ele não atropele o fluxo natural da vida e não nos faça meros robôs nas mãos de um destino que pensamos controlar. Porque quanto mais achamos que controlamos tudo e tudo, mais a vida nos mostrará que ela escapa por entre os dedos, ou nos mostra uma maneira de descontrole compensatória. Assim, é preciso confiar na vida: em Deus, no Universo, nas forças, no seu subconsciente e saber que ele sempre está fazendo o melhor por nós. Entregar nas mãos do Universo é a melhor coisa quando tudo o que podemos fazer é não fazer nada.
 
Andrea Teixeira
Terapeuta holística, taróloga e numeróloga. Atende em tarô e terapia holística com florais, reiki e psicoterapia.
Agende seu horário por (11)8132-7126 e (11)6839-3412 ou peça seu mapa numerológico (pessoal e empresarial) e consulta de tarô através de andreateixeira@psicoterapeutas.com.br
Atendimento pessoal em São Paulo (Vila Formosa e Tatuapé)
MSN teixeira_psi@hotmail.com
* Os créditos acima sempre devem acompanhar o texto *
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Posted: 03:38, 31/5/2007
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